A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (designação oficial da Igreja Mórmon) no estado norte-americano do Utah se posicionou de forma inesperada, quanto a união homoafetiva em novembro de 2009. Bem diferente do que ocorreu no ano de 2008, onde a mesma Igreja não só contribuiu para que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse proibido na Califórnia, com seus discursos mas também financiou a campanha do «não».
De acordo com os textos usados pelo Conselho Municipal de Salt Lake City, capital do Utah, os homossexuais da cidade não podem ser despedidos ou sofrer recusa se desejarem alugar uma casa devido à sua orientação sexual.
Michael Otterson, que dirige as relações públicas da Igreja Mórmon nos Estados Unidos, declarou em seu comunicado em novembro de 2009, que as questões levantadas por estes textos eram sobre «o direito de ter um teto para morar e trabalhar sem ser vítima de discriminação» e o que prevaleceu foi o voto.
Sem utilizar uma única vez a palavra «homossexual» em sua nota a imprensa, Otterson esclareceu que o apoio aos textos não põe em causa a posição da Igreja sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
«A Igreja apoia estas reivindicações por serem justas e razoáveis e não violentam a instituição do casamento», afirmou.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que divulga ter em torno de 13 milhões de fiéis em todo o mundo, está sobretudo concentrada no Oeste dos Estados Unidos, em especial no Utah, onde é o maior proprietário fundiário de Salt Lake City, cuja maioria dos eleitos são mórmon.



Nenhum comentário:
Postar um comentário